2+2= rock

São Paulo, segunda-feira, 19 de julho de 2010
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2 + 2 = Rock
ESCOLA NOS EUA ENSINA A TOCAR BAIXO, BATERIA E GUITARRA E A TER UMA ATITUDE ROCK AND ROLL, NOS PALCOS E FORA DELES


FERNANDA EZABELLA DE LOS ANGELES Chelsea Dollar tem 17 anos e uma meta na vida: ser uma estrela do rock. Se não rolar, vai se inscrever numa escola de enfermagem (e esquecer desse sonho de vez). A americana trabalhava como recepcionista e nunca tinha cantado numa banda. Até resolver entrar na School of Rock (Escola do Rock). Neste ano, ela cantou "Dani California" e "Classic Girl" num concerto de covers de Red Hot Chili Peppers e Jane's Addiction. 

A Escola do Rock é uma franquia com quase 70 unidades pelos EUA para jovens de até 18 anos. Chelsea estuda na unidade de Los Angeles, uma das mais agitadas do país, com cerca de 100 alunos. No mês passado, fizeram um show com músicas do Radiohead. E, no dia 27, tocam na lendária casa Whisky a Go Go, cenário da efervescente cena musical de Los Angeles nos anos 60, onde já estiveram Janis Joplin e The Doors. "Não tenho nada contra Beyoncé e amo Lady Gaga. Mas aqui o aluno vai aprender os alicerces do rock: Black Sabbath, Queens, Beatles e Led Zeppelin", diz o diretor da escola, o músico e produtor Carl Restivo, 34. "Por exemplo, não rola fazer um show de Green Day. Nirvana, talvez. Tem coisas que não vamos ensinar porque são derivativos." Na escola, as salas e os estúdios têm nomes de astros como Jimi Hendrix e Frank Zappa. 

No currículo, há dois tipos de programas anuais. Um é básico, para quem nunca pegou num instrumento (pode ser bateria, guitarra, baixo, teclado e voz). O outro é focado em performances. Em ambos, cada aluno tem, por semana, 45 minutos de aula individual e três horas de ensaios em grupo. A mensalidade é de cerca de R$ 600. Nas férias de verão, há aulas de composição; nas de inverno, de gravação. O brasileiro Marcelo Feldman dá aula de baixo há dois anos na escola, depois de passar por outras mais tradicionais nos EUA. "Em geral elas são muito focadas em aulas individuais. Aqui, a ênfase é em shows. 

Ensinamos os alunos a tocar uns com os outros, em banda", diz. Num fim de tarde da semana passada, Chelsea ensaiava músicas do The Police com uma turma de 15 estudantes. Ao seu lado, estava Samson Young, 14, que toca bateria, baixo e guitarra. Samson entrou na escola há dois anos, sem saber tocar nada. Recentemente, criou uma banda de música experimental. Ao contrário de Chelsea, ele quer estudar música na universidade. Muitos alunos da Escola do Rock têm família já com um pé na indústria musical, como Kaya Stewart, 10, que toca piano e canta: seu pai era da dupla britânica Eurythmics, dos anos 80. Apesar da pouca idade, sua estreia foi neste ano, num cover do "Álbum Branco" dos Beatles. "Na primeira canção, você fica nervosa. Na segunda, percebe que todo o mundo te ama. Na terceira, tudo fica fácil e divertido."


TEXTO RETIRA DO LINK http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm1907201001.htm

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